O Banco Alimentar recebe toda a qualidade de géneros alimentares, ofertas de empresas e particulares, em muitos casos excedentes de produção da indústria agro-alimentar, produtos com embalagens deterioradas, géneros com prazos de validade em vias de expiração, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia.
São recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.
A estas dádivas, acrescentam-se os produtos oferecidos por particulares nas campanhas de recolha efectuadas nas superfícies comerciais.
Os Bancos Alimentares possuem uma organização logística profissional para:
Aproveitar onde sobra para distribuir onde falta. É este o nosso objectivo: evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome.
A busca de alimentos deve ser imaginativa numa lógica de luta contra o desperdício, incentivando as dádivas. Cada Banco dispõe de uma Comissão de Abastecimento própria, bem estruturada e orientada pelos princípios comuns. A Federação contacta as empresas de âmbito nacional e reparte as doações de acordo com uma grelha anualmente definida em função das pessoas apoiadas e da capacidade de distribuição de cada Banco associado.
São por vezes oferecidos produtos que não podem ser directamente consumidos e exigem transformação (ex: leite por embalar, fruta a granel ou a transformar em compota, etc.) Essas operações de transformação, embora impliquem um custo de embalagem e acondicionamento, não alteram a regra da gratuidade dado que os produtos de base foram oferecidos. A despesa efectuada visa valorizar o produto doado.
Os Bancos Alimentares apenas distribuem aquilo que possuem. Não são supermercados mas partilham a totalidade das dádivas que recebem. O acordo celebrado com as instituições recorda este princípio. Cabe às instituições a obtenção daquilo que os Bancos não lhes fornecem.
O portal de doação de alimentos online para os Bancos Alimentares – www.alimentestaideia.net – recolheu quase 90 toneladas de alimentos, num valor global de 116.862,91€ contabilizados, estando ainda diversas doações registadas mas que aguardam pagamento.
A campanha online contou com a adesão de 3.198 internautas; a média de doação foi de 36,54€, sendo o leite o bem mais oferecido, seguido do azeite e açúcar.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no fim-de-semana de 1 e 2 de Junho um total de 2.445 toneladas de géneros alimentares numa nova e concludente manifestação de solidariedade por parte dos portugueses num momento de particular dificuldade, pese embora o evidente agravamento da situação económica e a redução do rendimento disponível dos particulares.
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