Os Bancos Alimentares são instituições ao serviço de outras instituições que lutam contra a fome.
Esta afirmação define com toda a clareza o objectivo final da nossa missão e a forma de proceder.
O objectivo? A ajuda às instituições que lutam contra a fome.
A forma? O serviço prestado a essa rede de instituições.
Os Bancos Alimentares recolhem e distribuem localmente várias milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de muitas instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas
Os Bancos Alimentares não distribuem directamente às pessoas carenciadas mas passam obrigatoriamente pelo canal de instituições locais, grupos ou comunidades que conhecem e apoiam as pessoas em situação de pobreza.
Os Bancos Alimentares não se substituem a essa rede mesmo que esta lhes pareça pouco eficaz. Mas podem ajudar a reforçar a malha da solidariedade de proximidade suscitando e apoiando a criação de associações a nível local destinadas a proporcionar o apoio e o acompanhamento necessários às pessoas que vivem isoladas e numa situação de precariedade.
Essas entidades, associações de facto ou declaradas, são autónomas e não podem usar o nome Banco Alimentar. Todas as instituições assinam um acordo jurídico no âmbito do qual existem direitos e deveres a respeitar.
A acção das instituições não se deve limitar à simples distribuição dos produtos alimentares entregues pelo Banco Alimentar mas sim ser um ponto de apoio humano que toma em conta a situação das pessoas com o conjunto das seus problemas, das suas necessidades, entre as quais a ajuda alimentar.
O portal de doação de alimentos online para os Bancos Alimentares – www.alimentestaideia.net – recolheu quase 90 toneladas de alimentos, num valor global de 116.862,91€ contabilizados, estando ainda diversas doações registadas mas que aguardam pagamento.
A campanha online contou com a adesão de 3.198 internautas; a média de doação foi de 36,54€, sendo o leite o bem mais oferecido, seguido do azeite e açúcar.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no fim-de-semana de 1 e 2 de Junho um total de 2.445 toneladas de géneros alimentares numa nova e concludente manifestação de solidariedade por parte dos portugueses num momento de particular dificuldade, pese embora o evidente agravamento da situação económica e a redução do rendimento disponível dos particulares.
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