Uma resposta necessária mas provisória, porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem)
Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares, encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas.
A acção dos Bancos Alimentares assenta na gratuidade, na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato.
Os Bancos Alimentares em actividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano, a acção de mais de 1.800 instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo já a distribuição total mais de 275.000 pessoas.
A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome coordena esta acção, anima a rede disponibilizando informação e meios materiais, representa os Bancos Alimentares Contra a Fome junto dos poderes públicos, das empresas de âmbito nacional e de organizações internacionais e efectua, a nível nacional, a repartição de algumas dádivas, criando uma vasta cadeia de solidariedade.
O portal de doação de alimentos online para os Bancos Alimentares – www.alimentestaideia.net – recolheu quase 90 toneladas de alimentos, num valor global de 116.862,91€ contabilizados, estando ainda diversas doações registadas mas que aguardam pagamento.
A campanha online contou com a adesão de 3.198 internautas; a média de doação foi de 36,54€, sendo o leite o bem mais oferecido, seguido do azeite e açúcar.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no fim-de-semana de 1 e 2 de Junho um total de 2.445 toneladas de géneros alimentares numa nova e concludente manifestação de solidariedade por parte dos portugueses num momento de particular dificuldade, pese embora o evidente agravamento da situação económica e a redução do rendimento disponível dos particulares.
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